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    PT - One shot - Momento na clareira visto por Edward

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    Annia Cullen
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    PT - One shot - Momento na clareira visto por Edward

    Mensagem por Annia Cullen em Seg Dez 13, 2010 8:42 pm

    Sem querer assustá-la desapertei levemente os botões da camisa. Face ao meu nervosismo estava a ter um cuidado redobrado para não a rasgar simplesmente. Movimentei-me lentamente para a área descoberta de sombra e mostrei-me finalmente a Bella. A máscara em que sempre me escondera de todas as pessoas caiu e senti-a estilhaçar-se mostrando-me que nunca seria reconstruída e que nunca mais poderia usá-la com Bella. Não com ela. Como sempre interroguei-me incessantemente sobre o que pensaria ela vendo a minha pele de assassino. A minha pele que me mostrava finalmente como algo menos de que um humano. Cada milímetro da minha pele cobria-se com aquele brilho ofuscante para finalmente acordar Bella. Ela iria finalmente ver-me. O monstro que queria o seu sangue. O monstro de pele inumana e de coração tão gelado como os diamantes que ela pensava ver em minha pele. Estava deitado ao lado dela, como um cordeirinho fechei os olhos. Não aguentaria ver a repulsa no seu olhar. Nem o medo a aumentar-lhe as batidas do coração. Cerrei os dentes e cantei através deles. Apenas para mim, cantei a sua musica de embalar que neste momento me embalava apenas a mim de maneira a não ouvir o acelerado e assustado palpitar do seu coração. Estava no meu limite. A curiosidade rompia o meu interior, rasgando-me. Ela teria medo, finalmente teria medo e fugiria. Eu queria, por ela, que fugisse. Mas queria por mim, a criatura mais egoísta da Terra que ficasse e que me amasse. Que me queimasse ferozmente com o seu cheiro e me deixasse aceder aos seus fascinantes e problemáticos pensamentos. Eu era realmente egoísta. Ela tinha de fugir. O pensamento provocou-me uma dor atroz e eu contrai-me.
    Senti o ar que havia entre nós a mover-se enviando o seu cheiro para mim. O seu cheiro calmo, doce, quente, profundamente majestoso. Atingiu-me com uma estocada de fúria. Desejava-a. Eu queria atravessar aquela pele fina e sedosa com os meus dentes e saciar-me finalmente. A dor deste pensamento era profunda. Mas o desejo continuava lá. O monstro dentro de mim queria sentir o sabor dela, o liquido espesso e quente a passar pela minha garganta e finalmente acalmar o meu desejo. O líquido seria doce, espesso, saboroso, único. O meu corpo iria ficar em êxtase. «O frenesim iria começar. O banquete nunca mais seria provado, porque eu não deixaria nada para uma próxima vez.» Congelei. Empurrei o monstro que avia em mim para o fundo do meu ser. Enterrei-o! Mandei-o calar, humilhei-o, fiz com que ele recuasse de forma arrependida. Como um cachorrinho. Eu ganhei. O monstro perdeu. Estava preso nos confins do meu ser e eu não deixaria que ele voltasse. Todos estes pensamentos assolaram-me por breves segundos, tempo que para ela não seria nada.
    Bella aproximou-se e tocou-me hesitante. Tocou-me. Bella tocou-me. Ela não tinha medo? As minhas dúvidas desvaneceram-se conforme o seu toque foi avançando. A sua pele contra a minha era quente, frágil. Aquecia a minha onde esta a tocava. Pela primeira vez senti-me quente, suave… Sorri.
    - Não te assusto? – Perguntei em leves sussurros. Ainda fascinado pela suavidade e pelo sentimento que ela proporcionava em mim.
    - Não mais do que o habitual. – O sorriso alastrou-se pelo meu rosto. Bella não iria fugir. Não me iria deixar nem odiar-me, senti-me leve e calmo novamente. As dúvidas que me assombravam a mente foram rapidamente cobertas pela névoa de prazer e felicidade que as suas palavras me transmitiam. O prazer era momentâneo, mas não naquele momento. Naquele momento o prazer era constante, estendido pelo seu aproximar e o seu toque mais confiante. Para o saborear ainda mais fechei os olhos. Queria prolongar o momento pela eternidade. A minha pele aquecia aceleradamente com o seu toque. O prazer intensificava-se na minha mente e no meu corpo.
    - Importas-te? – Perguntou hesitante. Bella tonta!
    - Não, não consegues imaginar a sensação que isso provoca em mim.
    Não ela não conseguia nem podia imaginar a força do prazer que me consumia neste momento. A sua mão continuou a percorrer o meu braço, pelos músculos ate ao cotovelo. Rendi-me completamente ao momento. Senti, com todos os meus sentidos o que ela fazia, tentando catalogar tudo o que me pudesse fazer relembrar esse momento mais tarde. Não que precisasse, mas não queria perder nem uma fracção de segundo do momento mais perfeito que já tivéramos. A sua pele demasiado frágil provocava-me cada vez mais prazer. O seu leve hálito que percorria a minha pele fazia com que os meus lábios desejassem alcançar os dela. Este breve pensamento apanhou-me desprevenido.
    Poderia eu beijá-la? Procurei o monstro que se escondera como cobarde que era. Não o encontrei. Mas ele estava lá. Eu sentia-o. Ele esperava um momento de deslize, um momento de duvida e desejo que estando junto aos lábios dela certamente teria. Os lábios dela. Como seriam aqueles delicados e afáveis lábios contra os meus de mármore polida e dura? A sua pele estaria tão perto das minhas presas. Um milímetro. O meu auto-controlo aguentaria tanto? Queria testá-lo mas o medo não deixou.
    Bella tentava virar a minha mão para si, fazendo uma pequena pressão na minha mão para que obedecesse a sua ordem. Aquela pequena pressão não passava de um roçar de pena sobre a minha pele de estátua. Virei-a instintivamente. O movimento foi tão rápido que Bella congelou. Erro atrás de erro… Seria sempre esta a minha deixa.
    - Desculpa. É demasiado fácil ser eu próprio quando estou contigo. – Disse numa fala apenas suficientemente alta para que ela ouvisse. Aquilo para ela tinha apenas um sentido. Mas para mim tinha vários.
    Eu com ela era o monstro que sempre tentara reprimir. Considerava-me esse monstro portanto eu era mais eu quando estava com ela. O seu cheiro despertava esse meu lado que não acreditava ser pequeno.
    Eu agia mais naturalmente quando estava com ela… Ela fazia com que me sentisse mais a vontade o que levaria ainda mais ao meu descontrolo e á sua morte. De novo o monstro apareceu e brilhou sobre a luz mostrando-me que resistia e que continuava a querê-la. Tentei reprimi-lo de novo mas a cada investida ele estava mais forte. Precisava de me distrair.
    - Em que pensas? – A curiosidade seria sempre uma boa distracção com a sua mente cativante por perto.
    - Estava a pensar que gostaria de poder acreditar que tu és real e de não ter medo.
    - Eu não quero que tenhas medo. – Respondi rapidamente tendo a sinceridade e o meu próprio medo transparecido na minha voz.
    Aproximei-me dela como reflexo da minha curiosidade e o seu cheiro aprisionou-me. Fugi. Num segundo estava ao lado dela e no outro estava escondido como um animal amedrontado protegido pela copa das árvores. No fundo era isso. Eu era um animal. Um animal que desejava alimentar-se de sangue que pertencia a pessoas com sentimentos e, mais recentemente que pertencia a esta bela mulher que me … Encantava. A palavra não era totalmente apropriada mas não em detive sobre isso. O monstro não deixou.
    O seu cheiro aprisionou-me, soltando o monstro. A luta seria mais uma vez travada dentro de mim.
    Olhei na direcção de Bella quando a sua voz trémula sussurrou ‘’Sinto muito Edward’’.
    - Dá-me um minuto! – Bella assentiu e permaneceu no seu lugar. O que estaria ela a sentir? E a pensar?
    O monstro que eu era mas que não queria ser continuava a instigar-me a bebê-la. Mostrando-me como seria tão fácil. Não havia nenhum perigo… Estávamos sozinhos e ninguém sabia onde ela estava. Tudo tão facilitado… O monstro continuou a semear duvidas dentro de mim visto que ainda estava demasiado atordoado para o enfrentar. É só uma humana…Ninguém saberia, e a tua sede é tão abrasadora… Continuava a provocar-me. Queria que eu desistisse, que eu sucumbisse. Estava tão perto… A minha sede estava a tomar conta de mim, tal como o monstro. Deixaria eu que ele ganhasse? Este foi o momento de dúvida pelo qual ele esperava. O monstro aproveitou-o e lançou-se para a frente como lutador desonesto que era.
    - Sou o melhor predador do mundo não sou? Tudo em mim te cativa: a minha voz, o meu rosto, até o meu cheiro. Como se eu precisasse disso! Como se tu conseguisses correr mais do que eu. Como se pudesses afugentar-me.
    Vi a sua cara de horror. A sua calma que sempre me mostrara e deslumbrara desapareceu. O medo toldou-lhe a face fazendo com que as pequenas maças do rosto se salientassem e os olhos abriram-se desmesuradamente. A sua expressão fez-me recuperar o controlo. Sempre seria ela a fazer-me perder o controlo, em contrapartida unicamente ela me podia parar fazendo-me recuperar a sanidade. Ela era a minha sanidade. Não destruiria isso. Agarrei-me a esta certeza e ignorei as chamas que me percorriam a garganta. O monstro fez com que elas se tornassem labaredas gigantes que me consumiam. A sede por ela estava a consumir-me e o monstro forçava-me a seguir em frente e saciar-me.
    A minha sanidade. A minha sanidade. A minha sanidade. A minha sanidade. A minha sanidade. A minha sanidade. Repeti vezes sem conta enquanto lutava.
    A sede recuara, deixara de ser preocupação. Ela era a minha sanidade, sem a qual não viveria. O monstro ganiu face ás minhas certezas e desistiu. Fiz com que ele recuasse enquanto avançava para perto dela de novo. Cada passo que dava em frente era uma patada feroz no ego do meu monstro interior. As patadas foram sendo mais rápidas e confiantes tais como os passos que dava para perto dela. O monstro humilhado e derrotado escondeu-se. Prendi-o nas cavernas escuras e frias que formara com o medo de perder Bella. Forradas com as minhas certezas e o meu amor por Bella as cavernas eram indestrutíveis. Ele nunca mais se manifestaria. Eu não ia permitir. O que sentia por Bella ia aprisioná-lo no seu próprio desejo e fazê-lo enlouquecer pela certeza de nunca possuir o que agora sabia ser meu.
    - Não tenhas medo – disse chegando perto dela – Eu juro que não vou magoar-te. – As minhas certezas recentemente adquiridas manifestaram-se em cada palavra que proferi. Podia ter suspirado de satisfação não fosse o facto de ter assustado Bella. Não voltaria a acontecer. Isso eu sabia. Mas será que ela me perdoaria esta vez?
    - Por favor, perdoa-me. Eu consigo controlar-me. Apanhaste-me desprevenido mas, agora, vou comportar-me o melhor possível.


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    Re: PT - One shot - Momento na clareira visto por Edward

    Mensagem por Katinha Pattinson em Sab Dez 18, 2010 2:20 am

    Gostaria de ter a mesma facilidade de escrever assim. Ficou otimo Annia.
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    Re: PT - One shot - Momento na clareira visto por Edward

    Mensagem por Annia Cullen em Sab Dez 18, 2010 3:14 pm

    Obrigado.
    Qual é o problema com a escrita Katinha?


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    Re: PT - One shot - Momento na clareira visto por Edward

    Mensagem por Katinha Pattinson em Sab Dez 18, 2010 7:04 pm

    O problema não é com a escrita, escrevo bem até. Oproblema é com o tempo estou muito sobrecarregada de muitas coisas a fazer terminei a faculdade este ano voltei a trabalhar então estou sem tempo de pensar algo legal colocar no papel e depois digitar. Por isso só aprecio mesmo a fic de todas que postam.
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    Re: PT - One shot - Momento na clareira visto por Edward

    Mensagem por Annia Cullen em Dom Dez 19, 2010 9:28 pm

    Quando tiveres mais tempo começas a escrever á vontade. Nao te preocupes com isso. O talento nao desaparece.


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    Re: PT - One shot - Momento na clareira visto por Edward

    Mensagem por Katinha Pattinson em Seg Dez 27, 2010 4:40 pm

    Obrigada Annia você é muito querida. sunny

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    Re: PT - One shot - Momento na clareira visto por Edward

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